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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

“Assim como há o tempo do pequi, também há o tempo dos buracos”

Condutores devem ter atenção redobradas neste período
Em Palmas o que não falta é buraco e os moradores estão acostumados com a velha promessa de que esse problema será resolvido. Parece coisa de cinema mais, a população já sabe de cor e salteado a desculpa de que no período da chuva a prefeitura não tem condições de trabalhar, mas quando chega o verão, o problema é esquecido, e assim segue a vida dos palmenses: sem solução.
Para alguns condutores de veículos automotivos, as vias públicas estão em estado de conservação melhor do que no ano passado, para outros, nem tanto. Christian Borchatd, analista de empresas, relata que as ruas melhoraram bastante e acredita que se a prefeitura fizer um reparo este ano, em 2013 a quantidade de buracos será menor ainda.

“Não justifica, hoje tem um buraco, eles vêm e tapam duma seguinte forma e quando vem a chuva ele se abre novamente”, reclama o motorista Evandro Silva, que garante existir uma forma técnica de solucionar o problema.
Talvez os únicos que podem não reclamar da situação são os proprietários de oficinas mecânicas, de alinhamentos, balanceamentos e borracharias, por atenderem condutores de carros e motos que caem nos buracos inesperados. Os condutores vivem a reclamar desta situação, porém a reclamação não passa de um diálogo entre colegas.
Para quem entende do assunto, os buracos em Palmas são resultado da falta de drenagem. Segundo José Guilherme, engenheiro civil e laboratorista de pavimentação, para solucionar o problema “os governantes deveriam trabalhar Palmas debaixo da terra, porque Palmas foi construída acima do subsolo, embaixo esqueceram” explica.
Em contra partida, os buracos parecem não ser um problema pois, para quem não se recorda da declaração do prefeito Raul Filho, no ano passado ele  disse que “assim como há o tempo do pequi, também há o tempo dos buracos e que a culpa é de São Pedro por mandar tanta chuva”.



Djavan Barbosa (djavan.barbosa@hotmail.com)

Tocantins ganha Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar

Foto: Divulgação
     A violência contra a mulher é um fato tanto no Brasil, onde em 2011, 42 mil mulheres foram assassinadas, sendo que 70% dos homicídios ocorreram em casa. Os dados são da Ouvidoria da  Secretária de Políticas das Mulheres da Presidência da República. 
No Tocantins, diariamente, várias mulheres são vítimas de maus tratos de seus companheiros e a maioria desses casos fica impune, porque as mulheres não têm coragem de denunciar seus agressores.
São várias as razões que levam a esse silêncio: o principal deles é a dificuldade de atendimento nas delegacias. Em Palmas, a delegacia da mulher só atende de segunda a sexta, o que não corresponde à necessidade da população, considerando que a maioria das ocorrências acontece nos finais de semana.
Outra dificuldade é a falta de acompanhamento à mulher que faz a denúncia: do momento em que registra a queixa e lhe é solicitado a realização do exame de corpo de delito no IML, a mulher é exposta ao constrangimento de ter que ir desacompanhada ao instituto. Nesse percurso, a maioria desiste de levar o caso adiante.
Para atender a essa demanda, o Tribunal de Justiça do Estado, criou no dia 26 de janeiro, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar. O objetivo da Coordenadoria é coibir a violência, além de adotar procedimentos para processar e julgar as ações decorrentes dos atos previstos na Lei Maria da Penha.
Assim, as mulheres tocantinenses, que constantemente sofrem agressões físicas, psicológicas, sexuais e morais terão assistências jurídicas e sociais garantidas. Além disso, a Coordenadoria deve elaborar sugestões para aprimoramento da estrutura do Judiciário na área de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, inclusive dando suporte aos magistrados, servidores e às equipes multiprofissionais, colaborando para a formação inicial, continuada e especializada desses atores.
Segundo Rita de Cássia Pereira, coordenadora do Grupo de Apoio à Mulher (GAM), que atende às mulheres em situação de risco, grande parte das mulheres vítimas de agressão denuncia ainda que, não compareça à delegacia para registrar a ocorrência, além do que são mal atendidas e, em casos frequentes, são assediadas pelos oficiais.
Rita de Cássia enfatiza que falta atendimento qualificado para atender essas mulheres e apoio psicológico depois da denúncia formalizada. 
Sebastiana da Silva, 32 anos, foi vítima de maus-tratos e teve coragem de denunciar o ex companheiro para as autoridades. Segundo ela, essa atitude é essencial. “Ele não ficou preso, mas só o fato de ver que eu tive coragem de denunciar, já serviu de lição”, ressalta Sebastiana.
Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Tocantins revelam que no ano de 2011, em 70% dos casos de violência no Tocantins, o agressor encontrava-se sobre o efeito de algum tipo de droga.
Os dados foram obtidos a partir de pesquisa realizada pela equipe multidisciplinar da vara, expondo assim, a necessidade de uma comissão que elabore políticas que coíbam o ato e assegure assistência jurídica.

Por Raymara Santos e Waleson Matheus
walesommatheus@hotmail.com

Inocência jornalística

OPINIÃO

Eduardo Azevedo - AGEX
A imparcialidade e o profissionalismo jornalístico são muito discutidos em rodas de conversas entre jornalistas e ainda mais em salas de formação destes profissionais. Nas rodas distribuídas em diversas disciplinas do curso os termos “imparcial” e  “ética” parecem próximos de serem alcançados. É nosso sonho comunicacional de cada aula. Presente, alí, na teoria. Mas na realidade, obviamente, tudo é diferente.
Citaremos como exemplo alguns veículos de comunicação do Tocantins. Neles a falta de profissionalismo é tão grande, que chega a ser absurda. Para esclarecer minha afirmação, explicarei um caso que eu tive o (des) prazer de presenciar. Em um típico dia comum em Palmas, recebi uma notícia sobre um acontecimento em uma cidade onde já morei, no interior do estado. A cidade é Barrolândia.
Como aprendi em algumas aulas na faculdade, e pela informação ser interessante, produzi uma sugestão de pauta bem trabalhada: havia um “possível” título para a matéria, descrição dos fatos, emails e até telefones das fontes para que o veículo que julgasse a notícia interessante,  pudesse ir atrás da informação. O que aconteceu? No outro dia ao acessar tags relacionados com a sugestão que eu havia encaminhado, com intuito de saber se alguma notícia sobre a pauta tinha sido produzida por alguém, percebi, que tinha algo publicado sobre o fato. A surpresa veio na leitura da publicação.
A própria sugestão de pauta que eu enviei, sem modificação alguma, com o nome das fontes e seus contatos, estava lá, exposta em um site de notícias. Afirmo novamente que era somente uma sugestão, que foi publicada como notícia inacabada, e ainda por cima com meu nome no crédito.
Primeiramente o diferencial de um bom mass media é o trabalho feito em cada notícia. É possível, ao ler uma matéria, classificá-la como bem trabalhada ou não. Quando há uma busca sobre a opinião dos  lados referidos em uma informação, por exemplo, (principal tarefa feita por um comunicador para obter a utópica imparcialidade jornalística) vemos a preocupação do veículo em explorar o fato, e se isso ocorre com frequência a fidelização de um determinado público pode ser maior.
Certo de que a tal da imparcialidade também é um sonho meu, ponho-me a suplicar aos veículos, como o citado no exemplo, no mínimo uma produção saudável das notícias. Se não há tempo para trabalhar uma pauta não publiquem a matéria. Simples.
Jornalistas, não queiram. Tenham. Não rascunhem. Contruam. Vamos tirar as mãos dos bolsos e empregá-las em algo útil de verdade. Não as escondam. Não se esconda. Tente e sempre ouse. Um dia o seu esforço será compensado.  A notícia sempre terá valor se houver uma apuração adequada. Vamos, jornalistas, mostrar empenho em nossas produções, e no caso dos responsáveis por meios de informação, cobrança para que aquilo que for informado tenha embasamento, profissionalismo e qualidade.
É um mero conselho de um comunicador em formação, mas que consegue perceber deficiências primárias no jornalismo que o rodeia. Queremos eficiência, apenas.

Para quem quiser acessar a pauta colocada como “matéria” citada no artigo basta acessar o link: http://www.atitudetocantins.com.br/?ctt=noticia.php&IdNoticia=11333 – Site do Jornal Atitude do Tocantins, Gurupi.

Opinião: Eduardo Azevedo, 
Contato: eduardoazevedo18@gmail.com

Ponto eletrônico obrigatório desagrada empresários

Após edição da portaria 1.510, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ainda em 2010, já está em vigor deste setembro do ano passado, as novas formas eletrônicas para o registro da jornada de trabalho (ponto). A medida não foi bem recebida pelos setores econômicos, fato que desencadeou no país um movimento para suspender a antiga portaria e criar um grupo de discussão da regulamentação sobre o novo controle de jornada.
A nova portaria de número 373, de 25 de fevereiro de 2011, do TEM, dispõe sobre a adoção do novo Registro Eletrônico de Ponto (REP) e determinou às empresas o prazo até dia 1º de setembro para adoção das novas exigências.

A regulamentação discorre sobre a utilização obrigatória do sistema alternativo e eletrônico de ponto para todas as empresas que possuem mais de dez funcionários. A medida gera a necessidade da troca total dos equipamentos utilizados atualmente, o que implica a necessidade de investimentos financeiros.
A Agex fez uma avaliação da recepção junto aos sindicatos filiados ao Sistema Fieto- Federação das Indústrias do Estado do Tocantins. A proximidade do prazo e impactos da nova regulamentação foram os aspectos mais comentados pelos sindicalistas.
“Apesar da grande maioria das empresas não possuir estrutura para implantar o ponto eletrônico, a adaptação é uma questão de tempo”, comenta Claudizete Santos, presidente do SIA- Sindicato das Indústrias da Alimentação do Estado do Tocantins.
“Acredito que após um trabalho de conscientização as empresas do Tocantins devem fazer as mudanças necessárias, mas qualquer mudança requer um tempo, principalmente quando se trata de micro e pequenas empresas”, argumenta Carlos Milhomem, presidente do SIPMME- Sindicato das Indústrias dos Produtos Minerais Não Metálicos do Estado do Tocantins.
“A maioria das empresas do Estado não possui maturidade suficiente para essa nova mudança, mas precisamos acatar a legislação”, disse Walter Atta Bitencourt, presidente do SIQFAR- Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Tocantins.
“É uma exigência que causa um impacto grande, principalmente, para o setor moveleiro”, diz José Vasque, presidente do SIMAM- Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário do Estado do Tocantins.
De acordo com o presidente do SIG- Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Tocantins, Sérgio Tavares, a estrutura do segmento gráfico, composta por micro e pequenas empresas não comportam o alto preço do equipamento. “O Tocantins não é um caso isolado, outros estados também não estão preparados. Falta estrutura, equipamentos e funcionalidade. Isso não vai cair muito bem”, afirma.
Para o presidente do SIME- Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico e Eletrônico do Estado do Tocantins, Emilson Vieira, o ponto eletrônico tem alto custo e deve gerar um transtorno financeiro aqui no Estado. “Por outro lado, o ponto eletrônico é uma forma de evitar problemas com relação às possíveis ações trabalhistas”, pondera.
“Essa nova medida exige um alto investimento e grande parte das empresas não está preparada para adotar a nova medida. Muitas já estão acostumadas a utilizar somente o cartão de ponto”, defende Luciano Rocha, presidente do Sinduscon- Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado do Tocantins.
José Febrônio, que encabeça o do Sindirepa- Sindicato das Indústrias de Reparação de Veículos, Máquinas, Aeronaves e Acessórios do Estado do Tocantins, defende as novas adequações para o registro eletrônico. “As empresas estão preparadas e já devem atender as exigências. Avalio que terá um impacto positivo no país. Estar em dia e de acordo com as exigências do mercado é obrigação de todo empresário”.
“Acho que deveriam dar mais um tempo para as empresas se adequarem. Já estamos organizando, mas essa medida trará um custo muito alto para as empresas”, argumenta Joaquim Carlos, presidente do Sindicarnes- Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado do Tocantins.
Carlos Suzana, presidente do Sindiato- Sindicato dos Beneficiadores de Arroz do Estado do Tocantins acredita que, após um trabalho de conscientização, tudo será normalizado. “As empresas tocantinenses não estão preparadas, mas precisam acatar as exigências. No início será um pouco complicado, mas depois todos devem se adequar”.
“A adoção do ponto eletrônico é muito importante, pois agora vai estar tudo nos conformes. Acredito que a medida deveria valer somente para grandes empresas devido o alto custo do equipamento”, pondera, Leide Mota, presidente do Sicon- Sindicato das Indústrias de Confecções do Estado do Tocantins.
Thaís Ramalho e Tássia Oliveira


Atos da Câmara Municipal de Palmas são secretos


Rubens Gonçalves

“O Diário Oficial da Câmara publicará todos os atos do Poder Legislativo, as atas das sessões e a sequência dos trabalhos parlamentares.” É o que prevê o Regimento Interno da Câmara Municipal de Palmas em seu artigo 102. Na prática, porém, não é o que acontece. Apesar de a lei preconizar a publicidade de todos os atos do poder público para o controle social, em tempo real, de informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público, o Legislativo da Capital publica seus atos em um “placar”, no saguão da Casa.

O Regimento Interno, que prevê a publicidade dos atos do Legislativo municipal, é de 27 de dezembro de 2012. Completou, portanto, quatro anos no final do ano passado e nunca foi colocado em prática. Para checar estas informações basta uma busca no site da Câmara – www.cmpalmas.to.gov.br. O endereço eletrônico não traz praticamente nada sobre suas atividades.

Segundo informações da Câmara, os atos do Poder Legislativo são publicados no Diário Oficial do Município de Palmas www.diariooficial.palmas.to.gov.br. No entanto, buscas realizadas por nossa reportagem neste endereço mostram que apenas os atos jurídicos – como concessões de título de cidadão – aparecem no endereço eletrônico. Os atos administrativos, como nomeação ou exoneração de servidor, não aparecem em lugar nenhum.

Para o ex-vereador da Capital, Oriom Milhomem, o Legislativo de Palmas, de fato, carece de transparência. “A Câmara Municipal de Palmas não possui um Diário Oficial, tampouco publica seus atos legislativos e administrativos na internet. Estes, mais se assemelham aos famigerados ‘atos secretos’. Isso evidencia, cabalmente, o desrespeito a um dos princípios basilares da administração pública: o da publicidade”, explica.

No ano passado, ele ajuizou uma Ação Popular contra a Câmara porque os vereadores aumentaram seus próprios subsídios, o do prefeito Raul Filho (PT), da vice-prefeitura, Edna Agnolin (PDT), e dos secretários municipais, o que segundo Milhomem fere a Constituição Federal, uma vez que o aumento foi concedido para a mesma legislatura, quando deveria valer apenas para a próxima. A Ação Popular aguarda decisão da Vara dos Feitos das Fazendas e dos Registros Públicos da Comarca de Palmas.


Concurso

Se a Câmara possuísse um Diário Oficial, como prevê seu Regimento Interno, qualquer cidadão teria acesso aos atos legislativos e administrativos daquela Casa de Leis, a exemplo do número de servidores comissionados, que é maioria, e não há informações sobre o fato. O único concurso foi realizado em 1995, ou seja, há 17 anos. Informações de vereadores e servidores, que pediram para não ser identificados, dão conta de que o total de servidores contratados sem concurso público pode chegar a 800 contra os 35 funcionários concursados.

Do total dos comissionados, a maioria está lotada nos gabinetes. Esses, porém, não são remunerados diretamente pela Casa, já que cada um dos 12 vereadores dispõe de R$ 23 mil, a chamada verba de gabinete, para contratar pessoal. Mas além desses, há pelo menos outros 145 que ocupam cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), com salários que variam de R$ 800 a R$ 5.830, ou funções de Direção e Assistência Direta (CAD), cujos salários vão de R$ 550 a R$ 1.000.

“Como os servidores de carreira são minoria na Casa [cerca de 50] cada novo presidente que assume costuma mudar os cargos e salários”, conta um dos concursados. No ano passado, a Casa aprovou a Resolução 136, que “dispõe sobre a estrutura organizacional e cargos em comissão, e estabelece as atividades e competências dos órgãos que a compõem”.

Na prática, a resolução criou e extinguiu cargos. Para isso revogou várias outras resoluções anteriores, que tratavam do mesmo assunto. De acordo com a Resolução 136, 30 servidores efetivos recebem Funções Gratificadas (FG) para exercer cargos de chefia. Nestes casos, porém, as gratificações são bem inferiores àquelas pagas aos comissionados, variando entre R$ 300 e R$ 450.

Troca
Segundo alguns vereadores e servidores, é nos acordos para as eleições de presidentes da Casa que os cargos comissionados são mais “valiosos”. Nessas ocasiões eles são utilizados como “moeda de troca”. De acordo com informações obtidas por nossa reportagem, para votar em determinado candidato, cada parlamentar teria uma espécie de “cota” de cargos para escolher livremente quem ocupará os mais importantes. Isso explicaria, em parte, porque os cargos melhor remunerados não são ocupados por servidores de carreira.

Revista Veja
Os elevados custos para manutenção dessa estrutura já chamaram a atenção da mídia nacional. Com base em um levantamento feito pela Organização Não Governamental (ONG) Transparência Brasil, a revista Veja publicou em 2011 uma reportagem sobre os gastos dos palmenses com a Câmara Municipal. “É em Palmas que os vereadores mais pesam no bolso da população. Para atender aos esparsos 228 mil habitantes da capital do Tocantins, a Câmara Municipal consome 18 milhões de reais – mais de 80 reais por morador a cada ano.”, diz a reportagem.

Por estas e outras distorções, a ONG Transparência Brasil chega a colocar em cheque a própria razão de ser das Câmaras municipais. Isso porque, segundo a entidade, os parlamentos estariam negligenciando suas principais funções: legislar e fiscalizar o Poder Executivo. “O problema é que o Executivo compra o apoio do parlamento via distribuição de cargos. É uma usina de corrupção, pois ao invés de servir aos cidadãos, servem aos partidos, a quem os patrocinou”, disse à reportagem da Veja o presidente da Transparência Brasil, Claudio Abramo.

A reportagem também abordou a falta de transparência dos atos do Legislativo de Palmas. Sobre o assunto a jornalista Fernanda Nascimento, autora da reportagem, escreveu: “ao contrário de São Paulo ou do Rio de Janeiro, os vereadores de Palmas não divulgam todas as suas propostas no site oficial. No endereço eletrônico, é possível consultar alguns projetos de lei – sem a possibilidade de pesquisa ou de consulta ao documento. Tampouco é divulgada a presença dos parlamentares em Plenário ou Comissões. Se o trabalho dos vereadores for tão eficiente quanto a transparência na Câmara, os moradores de Palmas estão pagando muito caro pelo Poder Legislativo municipal.”

Sem resposta
Nossa reportagem solicitou informações oficiais à Câmara Municipal de Palmas, por meio de ofício, mas até o fechamento desta edição não recebeu nenhuma resposta.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Falta de informação afasta doadores de medula óssea

Probabilidade de encontrar alguém compatível no mundo é de uma em 1 milhão.
Imagem: Divulgação
Uma das maiores esperanças para os portadores de leucemia é a doação de medula óssea. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, com boa saúde, pode ser um doador. É necessário que o interessado procure um orgão especializado, como os hemocentros, para fazer o cadastro. Nele são listados os dados pessoais, e também coletados 5ml de sangue para o teste de histocompatibilidade, exame que verifica a compatibilidade genética entre paciente e doador.
O número de voluntários teve um crescimento surpreendente nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2000 eram cerca de 12 mil cadastros. Hoje o número ultrapassa os 2 milhões de pessoas inscritas voluntariamente.
Como a demanda de doadores cresceu expressivamente, foi criado pelo INCA o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME), local que arquiva os dados de todas as pessoas do Brasil, que se cadastraram como possíveis doadores de medula óssea. O acesso ao REDOME é feito quando não há um familiar do portador de câncer conciliável.  Busca-se então no registro, com as informações do receptor, um doador cadastrado que seja compatível com ele. Caso seja encontrada uma pessoa, ela será convidada a fazer o transplante.
Em Palmas o cadastro pode ser feito no HEMOTO, hemocentro localizado na 301 norte, próximo à Escola de Tempo Integral Padre Josimo. A Captadora de Doadores do hemocentro Geysy Araújo, afirma que já são realizados projetos onde o hemocentro se torna móvel, isto é, eles vão até entidades públicas e privadas para incentivar o cadastro. “Já fomos na Universidade Federal do Tocantins, em órgãos privados para tentar cadastrar aquela pessoa que não tem tempo de ir ao hemocentro”. A servidora ressalta ainda que muitos programas serão colocados em prática em 2012. “A falta de informação é o que mais afasta os possíveis doadores de virem ao Hemocentro. Neste ano pretendemos divulgar mais sobre a questão da doação de medula óssea. O Brasil é o terceiro país com o maior número de gente cadastrada. Neste ano com muito trabalho, vamos tomar o segundo lugar da Alemanha”.Explica Geysy.
O estudante de Medicina da UFT, Walter Cardoso, 20, ressalta a importância de fazer o cadastro, e de se tornar um provável doador. “Diferente do que dizem todas as pessoas e campanhas, não importa se um dia você vai precisar ou não, ou uma pessoa que você ama. O que importa é que alguém precisa, e você pode ser o único, em mais de milhões de genótipos de medula, que pode ajudar. Então, você deve ajudar!” e completa “Isso tudo não é pelo seu bem, não porque você vai para o céu. Mas sim porque você é o único que pode fazer a diferença e salvar a vida de alguém que necessita”. Afirma o estudante que já trabalhou como voluntário na Oncologia Pediátrica do Hospital Geral de Palmas.
Este ano duas pesssos foram classificadas como aptas a serem doadoras de medula óssea, no HEMOTO de Palmas. Elas doarão para pacientes de outros países, segundo informações do hemocentro. Vale lembrar que no país, a probabilidade de encontrar alguém compatível é uma em 100 mil e no mundo uma em 1 milhão.

Informações sobre o cadastro e doação de medula óssea:
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins – HEMOTO
Quadra 301 Norte
Conj. 02 Lt.1 - Palmas-TO
CEP: 77.030-010
Telefone: (63) 3218-3285.

REDOME
Rua do Resende, 195, térreo – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3207 5238

Matéria: Eduardo Azevedo
Contato: eduardoazevedo18@gmail.com

Aumenta o salário, aumenta as contas.

             O ano de 2012 chegou com novidades para as famílias assalariadas, o governo elevou o salário mínimo de R$ 619,21 para R$ 622,73, um reajuste expedido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através do Oficio nº. 594, do dia 21 de novembro de 2011, um aumento de 14,13% em relação ao atual valor, a mudança na remuneração básica entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2012, mas o brasileiro receberá em sua conta no dia 1º de fevereiro.
             O Cálculo do aumento do mínimo demonstra uma fórmula complicada que foi aprovada e assinada pela Ministra de estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, a nova regra diz que o salário mínimo será reajustado com base na inflação do ano anterior somado ao crescimento da economia de dois anos antes. Com isso, o novo mínimo leva em conta a inflação de 2010 e o PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 e 2010.
Ceilane Silva de Oliveira
              Começar o ano com contas acima da média foi o que aconteceu com a moradora Ceilane Silva de Oliveira, vendedora, a mesma levou um susto com a ligação do dono da sua quitinete, “o aluguel para o mês de janeiro será de R$ 400,00” disse Pedro Aquino e Silva, o proprietário da moradia, o aluguel que era de 350,00 foi para 400,00 um aumento abusivo disse a vendedora, o mesmo alegou que o valor estava vinculado ao aumento do salário mínimo, e isso implicaria em vários aumentos nas suas despesas por isso precisava compensar com o aumento do aluguel.
Gildeone de Lima
               Esse caso é um entre vários que ocorreram nesse inicio de 2012, os donos de vários empreendimentos deram as mesmas explicações, outro caso ocorrido foi na lanchonete UAI que fica localizada na universidade federal do Tocantins, o início das aulas foi polêmico com o aumento dos preços em todos os salgados e bebidas, a explicação dada pelo caixa do estabelecimento, Gildeone de Lima o aumento foi para compensar as perdas de lucros, com o reajuste do salário mínimo as mercadorias aumentaram, por isso o reflexo nos preços da lanchonete.
               Os efeitos desse último reajuste salarial tem sido sentido em vários graus no bolso dos trabalhadores além do aluguel que teve um aumento de 11,32 conforme a tabela do IGP-M(Índice Geral de Preços – Mercado), a alimentação registrou alta de 0,33% para 0,56%, conforme IPC (Índice de Preços ao Consumido), esses dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no dia 11 de janeiro deste mês.
Outros aumentos nos preços no último mês foram os medicamentos, aumentaram de -0,39% para -0,02%; os gastos com saúde de cuidados pessoais: de 0,41% passaram para 0,47%; e gastos com transportes, especialmente com a tarifa de táxi, cujas taxas aumentaram de 0,00% para 3,41%.
               As aposentadorias também sofreram com o aumento do salário mínimo, o índice de 14,13% de reajuste somente ocorreu para as pessoas que recebem até um salário, quem recebe acima desse valor que em media é uma população de 9 milhões conforme dados do IBGE, recebeu um aumento de 6,08%, isso implica numa defasagem na renda mensal dessas pessoas que na sua maioria dependem exclusivamente das suas aposentadorias.
Os aposentados sofreram mais com os aumentos dos preços, pois dependem de medicamentos é um gasto que compromete o salário, e sem o aumento justo isso se  agrava ainda mais o orçamento familiar, muitos que recebiam cinco salários agora receberão em media três em relação aos aposentados que recebem um salário.
              Temos outro problema sendo enfrentado o salário-família, este benefício é um direito dado ao trabalhador que tem filhos com até 14 anos de idade, para receber o valor integral o trabalhador tem que receber até R$ 608, com o aumento do salário para 622 as famílias que recebiam R$ 29,43 por criança, a partir de agora vai ganhar R$ 22, mas de acordo com o Ministro da Previdência, Garibaldi Alves, esse problema já foi detectado e será corrigido ainda nesse semestre.
              Isso significa que quase três milhões de trabalhadores que recebem o salário-mínimo vão mudar de faixa e perder o benefício integral, isso é uma perda que vai além das cifras é um comprometimento com os direitos sociais, ao perder um beneficio constitucional o trabalhador acaba sendo lesado e sua valorização fica pendente dentro das amarras burocráticas.
             O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique aprova e respeita que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apóiem e valorizem o aumento do salário mínimo, de acordo com a publicação feita no site Agência Brasil ele declara que essa valorização pelos presidentes ao longo do tempo possa chegar ao aumento real esperado pelas forças sindicais que é o valor estabelecido pela Dieese é R$ 2.500 [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos].

Maiores informações:

Alynny Mendonça
alynnygrasiellepm@gmail.com