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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Eleição para reitor reínicia os debates sobre paridade entre categorias



 As eleições para reitor da UFT ocorrerá no mês de Abril de 2012, esse movimento inicia novamente a discussão sobre os princípios da Paridade entre as categorias dos docentes, discentes e técnico-administrativos, a percentualidade dos votos entre essas categorias é considerada desigual para uma eleição justa. Ontem dia 11 de novembro professores se reuniram para discutir a questão legal da paridade para próxima eleição.

Alynny Mendonça
alynnygrasiellepm@gmail.com

Curiosidades sobre o crak: saiba como surgiu e das conseqüências que provoca ao organismo

A droga que hoje é conhecida como crack surgiu a partir da Cocaína, esta utilizada no início dos anos 60 e conhecida por ser a “droga dos nobres” pelo alto valor cobrado por ela. Por quererem algo que os fizessem ter reações alucinógenas, grupos misturavam pequenas quantidades do Pó de coca com outros elementos. 
Já nos anos 70, depois de muitas tentativas, chegaram a uma mistura derivada do aquecimento da cocaína da água e do bicarbonato de sódio: o crack, já na década de 80, esta droga se tornou altamente conhecida. Vale ressaltar que nesta época quem mais a consumia, eram principalmente as pessoas das camadas mais pobres dos Estados Unidos.
No Brasil ele começou a ficar conhecido no início dos anos 90. Por ser mais barato e tão potente quanto à coca injetada, substituiu a cocaína no país. A forma de uso também ajudou na disseminação, já que ele não precisa de seringa basta apenas ter um cachimbo, este geralmente improvisado.

O que a droga causa no organismo

De acordo com a médica Patrícia Belém, que atua na coordenação da saúde da família da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia - Goiás, o crack é basicamente um estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC). “Então, tudo que advém disso ele pode causar, tanto em nível cerebral quanto do restante do organismo”, destacou a médica, especializada em clínica geral.
Patrícia explicou que causa em nível central, uma sensação de euforia, estado de alerta que pode dar paranóia e alucinações. Já no organismo causa taquicardia, vasoconstricção e essa associação pode até dar um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).
Conforme matéria especial sobre esta temática no site RBS Notícias do Rio Grande do Sul, a droga traz conseqüências tais como: intoxicação pelo metal, ao aquecer a lata de refrigerante para inalar o crack, além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões e rins.
O dependente pode ainda prejudicar os ossos e músculos. O uso crônico da droga leva à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.
Já no sistema neurológico, é comum ocorrer oscilações de humor. O crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos.
O prejuízo cognitivo pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média, em teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80.
Há também doenças psiquiátricas em razão da ação da droga no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer como psicoses, paranóia, alucinações e delírios.

Curiosidades
·                    Também é conhecido com “Droga da Morte”.
·                    O nome “crack” surgiu por causa do barulho que emite quando é consumida.
·                    O crack surgiu na em meados da Década de 70 e 80, e tomou grandes proporções mundiais por ser barato e sua produção ser fácil.
·                    Em duas décadas o crack passou a ser uma droga cara, fazendo com que os viciados gastassem ainda mais dinheiro.
·                    O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a um acidente vascular cerebral.
·                    A droga causa destruição de neurônios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise).
·                    O usuário de crack torna-se completamente dependente da droga em pouco tempo.
·                    Estudos relacionam a entrada do crack como droga circulante em São Paulo ao aumento da criminalidade e da prostituição entre os jovens, com o fim de financiar o vício.
·                    Na periferia da cidade de São Paulo, onde o crack é utilizado, fica o nincho onde há o maior crescimento da AIDS no Brasil.
·                    É conhecido popularmente por pedra, pitada, pino, merla, casca, tijolo entre outros.
·                    Em 2002, os prontos-socorros dos Estados Unidos relataram mais de 42 mil casos relacionados ao crack. Esse número caiu, pois em 2001 foram 49 mil casos, mas é bem superior aos 34 mil relatados em 1995.

Daianni Parreira (daiannialves@gmail.com) e Eduardo Azevedo (eduardosemed@gmail.com)

Instituições religiosas resgatam dependentes químicos para o convívio familiar e social

Foto: Divulgação

A Fazenda da Esperança e o Centro de Recuperação Leão de Judá são exemplos de entidades, onde é possível superar o vício sem o uso de medicamentos, os ambientes são restritos aos usuários de drogas ilícitas e aos alcoólatras, entre 15 a 45 anos do sexo masculino.
O método utilizado na Fazenda para ajudar os recuperando são bem familiares: rezar o terço, cultivar plantas, produzir peças artesanais e a tarefa doméstica é divida, mas não existe imposição.
Já os recuperandos do Centro de Recuperação Leão de Judá levantam às 6h para assistir ao culto; fazem terapia ocupacional, por duas horas, participam de palestra e fabricam vassouras. As instituições não utilizam medicamentos, apenas terapia.
O tratamento dura cerca de um ano, em ambas as instituições. Na Fazenda o interno só recebe visita familiar após o terceiro mês. Nesse intervalo, a família participa de encontro, o objetivo é resgatar valores, além de estimular a partilha e a interação, explica Magda Valadares, voluntária da Fazenda, que também é superintendente da secretaria Estadual Anti-drogas. “Os laços afetivos fortalecem o indivíduo e contribui para superar a fissura causada pelo vício”, explica.
Na Fazenda a terapia acontece a céu aberto e no próprio recinto. Não existem portões fechados nem grades, nada que os aprisionem. O Centro de Recuperação Leão de Judá também seguem este critério.
“Aqui na Fazenda, resgatei a minha dignidade e valores, pois vivia largado por aí, sem rumo, feito cachorro de rua. Queria esquecer meus problemas. Aí me refugiava na droga. Tinha prazer em consumi-la. Com o tempo comecei a definhar, fiquei muito magro. Mas venci. Sou livre: graças a Fazenda da Esperança! Vou à igreja, estudo, faço atividades físicas e sociais”, disse José Ribamar (nome fictício), ex-interno.

Serviço
O dependente que deseja superar o vício e que queira entrar na Fazenda precisa escrever uma carta de próprio punho e entregar na quadra 104 – norte, Alameda 9, casa 02, no momento que lhe convier. Para obter mais informações ligar para 3218-8414.
Os critérios do Centro de Recuperação Leão de Judá são estes: o dependente precisa escrever uma carta de próprio punho e é submetido à entrevista. O motivo é saber o que o levou a procurar o Centro. Se for fugitivo da polícia, ou por pressão da família, não é aceito. Localizado na Quadra 712 Sul, Alameda 02, Lote 36.

Lucilene Campos
e-mail:damilhomem@bol.com.br

Preconceito – uma barreira na constituição de novas famílias

Foto: Divulgação

No Brasil, há uma dissidência entre o número de pretendentes a adoção e o de criança a espera de uma nova família. Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ mostram que há pelo menos cinco vezes mais pretendentes inscritos do que crianças aptas à adoção. No Tocantins o número de pretendentes é três vezes maior que o número de adotáveis.
Os entraves que dificultam os processos adotivos estão no perfil exigido pelos pretendentes: etnia, faixa etária e a indisponibilidade em receber mais de uma criança, uma vez que a justiça determina a não-separação de irmãos.
Por meio de uma ação do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, foi lançada a cartilha “Adoção: amor em ação”, que tem como objetivo mostrar ao cidadão tocantinense quais os procedimentos necessários para adoção, com conteúdo informativo e ilustrativo, páginas coloridas e linguagem legível e compreensível.
A cartilha é destinada às pessoas interessadas na adoção, aos profissionais que atuam nos procedimentos de adoção, tanto do judiciário quanto do serviço social e médico.

Repórteres: Raymara Santos e Waleson Matheus

A importância do Estado na luta contra as drogas.

O Estado na tentativa de combater os problemas gerados pelas drogas tem buscado meios e programas para tratamento aos usuários, dentro dessa iniciativa o governo está concluindo a construção em Araguaína do primeiro CAPS-AD 24 horas, nesse centro o paciente poderá receber a assistência de saúde conforme o grau de sua necessidade e a indicação médica, a previsão da inauguração é para o final de novembro deste ano.
De acordo com Marina Masseroni de Carvalho, 26, psicóloga colaboradora da gerência de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas o Estado tem uma visão holística em relação aos dependentes químicos, ela disse que a metodologia usada nesse processo de atendimento aos usuários é a de redução de danos e para entender melhor essa idéia a Associação Internacional de Redução de Danos (IHRA) define como sendo um conjunto de políticas e práticas cujo objetivo é reduzir os danos associados ao uso de drogas psicoativas em pessoas que não podem ou não querem parar de usar drogas.
A redução de danos foca na prevenção aos danos, ao invés da prevenção do uso de drogas; foca em pessoas que seguem usando drogas; para a psicóloga a família e toda comunidade tem um grande valor no tratamento antidrogas, o apoio destes diminui as chances da reincidência no mundo das drogas.
As ações de acompanhamento aos usuários de crack e outras drogas no Estado do Tocantins é administrada pela Diretoria de Atenção Especializada que tem como núcleo a Gerência de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, localizada na Secretária de Estadual de Saúde em Palmas. Nesse centro de atenção aos dependentes químicos são realizadas orientações, monitoramentos, subsídio administrativo as todas as cidades do interior do Estado.
 Conforme a psicóloga existem atualmente duas entidades que fazem o tratamento aos usuários de Álcool e drogas no Estado, sendo elas o CAPS-AD (Centros de Atenção Psicossocial, Álcool e Drogas) e as Comunidades Terapêuticas, estas são na sua maioria entidades filantrópicas e particulares, conhecidas popularmente como clínicas de reabilitação.
Defensoria Pública
Ainda explicou a psicóloga que para ter acesso às comunidades terapêuticas às famílias que não tem condições financeiras para manter o tratamento em clínicas particulares, podem procurar a Defensoria Pública para que o Estado possa garantir através de meios judiciais a internação, e ainda de acordo com a Lei nº 10.216 de 04 de junho de 2001, um juiz competente pode determina a internação de um indivíduo quando ele se torna um risco para sua família e para a sociedade.
Estes usuários podem chegar a um estágio que somente através de intervenção médica podem conseguir sobreviver aos efeitos das drogas, os profissionais e a família ao perceber essa necessidade encaminham para tratamento ambulatorial ou de internamento.
Marina disse que estes usuários em crise são internados em um hospital de referência como hospital Geral de Palmas, regional de Araguaína com indicação médica para a desintoxicação após esse procedimento médico o indivíduo é encaminhado para tratamento ambulatorial nos Centros de Atenção Psicossocial, Álcool e Drogas, ali, ele vai receber atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação).
Em Palmas o CAPS-AD está localizado na quadra 106 Sul Alameda 20 lotes 36 e 38, (63) 3218-5486, o centro funciona das 07h30min às 17h30min, o atendimento aos pacientes é de segunda a sexta neste mesmo horário.
Alynny Mendonça-alynnygrasiellepm@gmail.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

DROGAS


Famílias “co-dependentes” têm apoio em Palmas 



Quando uma pessoa passa a ser dependente químico, seja de drogas lícitas ou ilícitas, sem saber, ela leva a família junto, a família passa a ser co-dependente devido às consequências decorrentes do uso de drogas. Uma delas, a mudança de comportamento do usuário dentro de casa, outra, o preconceito tanto ao usuário quanto aos familiares.
Pais e irmãos são diretamente atingidos e muitas vezes não suportam a luta para adaptar-se a nova realidade. Quando se divide a mesma casa, as dificuldades são ainda maiores. A agressividade e roubo são atitudes dos usuários que irão exigir mais a compreensão da família.
O amor é posto a prova neste momento, o dependente mostra para a família que é vítima, e por ações antes nunca vista, consegue aos poucos o que quer. A família por sua vez, diante dos olhos dos outros, passa também por vítima da situação. Sem um auxílio externo, que seja o diálogo com outras pessoas na mesma situação, o problema tende a ficar pior.

Amor Exigente

Diante deste quadro, a família tem um “porto seguro” para receber apoio e se fortalecer, onde vai aprender um novo relacionamento com o dependente que agora apresenta em casa situações como o chantagismo, preguiça, desleixo e negação dos valores éticos familiares antes vividos. Grupos de ajuda se apresentam como o caminho que guia essa família de volta à normalidade. 
O grupo Amor Exigente, atuando em Palmas há quase três anos, sustenta essa saída. A coordenadora em Palmas, Maria Edna, esclarece que há casos em que além da família o usuário também participa. O dependente quando chega ao grupo não aceita a verdade e acha que ainda está na fase de usuário e que com a ajuda do grupo conseguirá sair, fato que às vezes acontece.
Porém, há casos opostos: “Às vezes a pessoa chega e percebe que ela não tem condições de sair só com a ajuda do grupo, aí ela passando por aqui se torna mais claro as necessidades de buscar uma ajuda maior”, destaca Maria Edna, explica. “Em alguns casos, uma internação ou um acompanhamento psicológico são necessários”.
No entanto quando o dependente não sai da condição, mas a família consegue levar uma vida como antes, o objetivo também é alcançado. No grupo há o consenso de que o trabalho vale à pena, pois fortalece a pessoa.


O grupo Amor Exigente está em desenvolvimento pelo Estado e já conta com sedes na região norte e sul, em Palmas, também há o trabalho para criar novos grupos, uma vez que o tamanho da cidade dificulta o deslocamento das pessoas para os encontros.
Maria Edna conclui dizendo que a co-dependência é uma situação muito séria que precisa ser trabalhada, pois “já tem estudos comprovados pelo Amor Exigente e outros grupos que cada dependente envolve pelo menos sete pessoas da família numa situação de desequilíbrio, não de loucura, mas de conflito”, e ainda que “é impossível você viver com um dependente sem sofrer as consequências daquela dependência química”.


Entenda!

Toda quarta-feira, às 19h30min no auditório do Procon, o grupo se reúne para um momento de oração, reflexão, partilha e debate sobre temas pertinentes a realidade do grupo.
O Amor Exigente trabalha com 12 princípios  básicos que norteiam a vida de cada membro. Para cada reunião há um planejamento, no qual os participantes podem fazer a oração da serenidade refletir mensagens de autoajuda e falar das experiências diárias.
Dona Lúcia (nome fictício), um dia buscou ajuda e hoje se coloca à disposição dos que buscam o Amor Exigente (vídeo). 


Djavan Barbosa (djavan.barbosa@hotmail.com)
Sérgio Nolêto(serginhobrasil31@hotmail.com)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Justiça Terapêutica: programa que prevê tratamento para dependentes químicos infratores ainda não chegou ao Tocantins


A alternativa penal que possibilita ao dependente químico infrator a recuperação por tratamento é discutida no Brasil desde 2006, mas ainda não chegou ao Tocantins. A Justiça Terapêutica foi debatida durante o 1º Congresso Antidrogas, realizado em agosto deste ano em Palmas, mas o evento não foi suficiente para fomentar a implantação do programa no Estado. 

A ausência dessas informações pode acarretar a reincidência da criminalidade provocada pelo consumo de drogas? Qual tipo de tratamento o Tocantins tem oferecido aos dependentes e o que falta para que siga o exemplo dos outros estados que já implantaram o programa?

Em Pernambuco, o programa funciona desde 2001. Segundo dados do Centro de Justiça Terapêutica do TJPE, dos 207 participantes do programa, 51 concluíram o tratamento e 44 estavam na fase final (dados de 2008).

Participam do programa autores de infração de menor potencial ofensivo, cujos delitos a lei aplica pena igual ou inferior a 2 anos, que tenham tido a droga lícita ou ilícita como fator intercorrente da infração.

Os objetivos da Justiça Terapêutica são possibilitar a prevenção, o tratamento, a reinserção social, a redução de danos através da abstinência total e diminuir a criminalidade. 

Mais informações: Ana Caroline Ribeiro
(063) 84577528